Saturday, May 24, 2008

Flohmarkt












Uma feira de velharias ao pé de Zurique. Preços ridículos, deu para comprar umas coisas...

Tuesday, May 20, 2008

TWINY-STATION











































































































































O nome do meu restaurante assumiu-se num primeiro plano como um mistério. O nome remete-se para uma origem nitidamente inglesa, embora a sua pronúncia continue a ser algo de indefinido.
As palavras "Twiny Station", no entanto conseguem reflectir um dos seus pontos principais a defender, ou seja, o take-away, é como uma estação de venda extremamente rápida de comida. Um ponto de venda, apenas com um balcão, uma estação que fomente e consegue definitivamente vender os seus produtos como se estivéssemos numa estação, um serviço eficaz e rápido.

O take-away escolhido possui uma identidade pouco explorada e no qual, os valores da empresa não são reflectidos.
O logo em si não tem presença, apenas conseguimos percepcionar como Logo principal o logotipo da coca-cola, o que nos remete para a ideia de que esta empresa assume-se como um patrocínio a este negócio de take-away. Assim o primeiro simbolo e logo que nos chama a atenção é o da coca-cola, num outro plano surge numa tipografia corrente o nome do take-away, "twiny-station". Nos menus exteriores, que podemos percepcionar, os meios e tipografia utilizados refçectem pouco cuidado, onde o objectivo principal parece ser apenas a transmissão imediata dos preços e produtos disponiveis.


A cor pertence ao campo das percepção visual, é como uma luz que a nossa percepção consegue identificar de variadas maneiras e associações. A percepção da cor é muito importante para a compreensão de um ambiente. O fenómeno de percepção da cor, consegue variadas significações e conotações, dadas por um nível cerebral profundo.
Assim, as cores são usadas por muitos para alterar e causar vária percepções. E é conseguida uma perfeita associação de sentimentos e qualidades ao uso da cor. Aqui, percebemos como a cor utilizada correctamente num take-away pode dar-lhe e proporcionar-lhe , uma identidade e mensagens a passar aos clientes.


"A food designer is somebody working with food, with no idea of cooking". Inga Knölke, 1999
Food Design makes possible to think in food as an edible designed product, an object that negates any reference to cooking, tradition and gastronomy.
Guixé as a Food Designer builds edible products that are ergonomic, functional, communicative, interactive, visionary but radically contemporary and timeless.

O trabalho seguiu o seu rumo. Criei um padrão para dar força a toda a imagem corporativa, este mesmo baseia-se nas tolhas feitas pela minha avó, usadas no dia-a-dia, nos lanches e piqueniques. As tolhas contem em si um padrão que trás até cada um de nós uma ligação próxima com que estamos a comer e a desfrutar.
O padrão criado tem em si uma grelha que ajuda ao desenvolvimento de toda a linha gráfico e posicionamento dos seus elementos.
Este era um dos pontos mais interessantes e necessários a trabalhar em toda a imagem do twiny-station, ou seja, o aspecto familiar e a proximidade com o cliente/amigo.
Desenvolvi o a identidade corporativa utilizando formas, circulares (presente no logo), cores (vermelho) e o padrão nas quais conseguimos associar os sentimentos que são necessários ter, quando nos dirigimos e convivemos com o take-away "Twiny Station", amizade e proximidade com o que é consumido e vivido naquela experiência.
Num ambiente de proximidade e cheio de relações de amizade, desenvolvi a imagem sempre com base nestes conceitos, que me parecerem desde inicio serem os elementos unificadores e definidores de tudo o que se pode definir na imagem gráfica que se desenvolveu.
O trabalho foi desenvolvido individualmente, durante sete semanas, onde surgiram ideias, novas estratégias e planos de trabalho, palavras e imagens que proporcionaram o trabalho final apresentado.

Monday, May 19, 2008

Publizieren (01.04.08-16.05.08)


















Capa e algumas duplas páginas da maquete do livro "Highlights: Schweizer Illustration".















Estudos para o livro.

O projecto de Editorial: um livro sobre os últimos 15 anos do trabalho em Ilustração da Hochschule Luzern. O módulo já acabou, tivemos apresentação e entrega. Trabalhei com duas suíças: a Beatrice e a Nora e gostei muito de tudo: do projecto em si, do método de trabalho e principalmente do grupo. E acho que fez todo o sentido, como estudante "Erasmus", ter trabalhado com alunas "locais".
Foi, dos trabalhos de grupo em que me meti, aquele em que tive menos controlo criativo e foi isso o mais interessante: poder "obedecer" mais que "mandar"... Mas um livro escrito maioritariamente em alemão e sobre assuntos e pessoas com os quais eu não estava minimamente familiarizada, não me deixou, à partida, grande espaço de manobra para poder opinar lá muito (principalmente com relação à organização dos capítulos e à escolha das ilustrações). Para além disso, também não concordei plenamente com algumas das decisões tipográficas tomadas, a saber: a escolha da fonte e corpo dos títulos e citações, a colocação dos corpos de texto em inglês e em alemão desfasados na grelha, etc... Eu teria preferido uma coisa mais calminha (até porque a ideia base do livro - já lá vou - era suficientemente forte para justificar uma maior contenção nas escolhas tipográficas). Mas uma contra duas...
Seja como for, estas contrariedades estiveram longe de ser pontos negativos...

Agora relativamente ao livro. A ideia central é Ilustração como Iluminação (parece que a palavra vem daí). Tem muito a ver com o trabalho inicial de um ilustrador, quando lê o texto que lhe é dado e destaca as partes sobre as quais lhe interessa trabalhar. Daí os apontamentos, os esquissos e os sublinhados a marcador fluorescente como presenças constantes na paginação. Na verdade eles acabam por funcionar não como mera decoração mas como parte importante do conteúdo das páginas. Muitas vezes indicam a forma como um texto deve ser lido, outras vezes completam a tipografia, outras vezes ainda fazem comentários ao texto. Acabam por funcionar como uma segunda narrativa, brincam com significados, assim como as ilustrações fazem...

Trabalho feito em colaboração com Beatrice Sierach e Nora Tanner.